123º aniversário da morte de Maria Angústias Gimenez

123º aniversário da morte de Maria Angústias Gimenez
No dia 02 de agosto celebramos o 123º aniversário da morte de María Angustias Giménez, cofundadora da Congregação das Irmãs Hospitaleiras.

María Angustias Giménez nasceu em Granada, Espanha, no dia 21 de agosto de 1849 e foi batizada na paróquia dos Santos Justo y Pastor, da mesma cidade.  Em 1871 conheceu María Josefa Recio, com quem iniciou uma grande amizade. No dia 21 de junho de 1880 as duas saíram de Granada com destino a Ciempozuelos (Madrid, Espanha) onde foram recebidas pelo Padre Menni. No dia 31 de maio de 1881 tomou o hábito com o nome de Irmã Corazón de Jesús e nesse mesmo dia deu início ao noviciado com outras 10 jovens que seriam as primeiras hospitaleiras. Em 1885 fez a sua profissão perpétua. Faleceu em San Baudilio de LLobregat (Barcelona) no dia 2 de agosto de 1897. Os seus restos mortais permaneceram secretamente no panteão da sua família até 1983, data em que foram encontrados casualmente. Hoje ropousam em Ciempozuelos junto aos de São Bento Menni e aos de María Josefa Recio.

Traços Humanos

Com origem numa família granadina de classe média, María Angustias recebeu uma esmerada educação religiosa e uma formação superior à maioria das mulheres do seu tempo. Sofria de uma doença cardíaca que a levaria ainda jovem. Mulher de grande imaginação, profundamente afetuosa e de grande sensibilidade espiritual, retirou de uma carta do Padre fundador estas palavras: "rogar, trabalhar, padecer, sofrer, amar a Deus e calar", que têm sido, e são ainda hoje, a primeira regra da Congregação das Irmãs Hospitaleiras.

Foi Conselheira geral em Ciempozuelos e, durante algum tempo, formadora da primeira comunidade, também em Ciempozuelos. Limitada pela sua delicada saúde, que a impediu de exercer a sua Hospitalidade com as doentes, María Angustias viveu numa fraternidade construtora de união de corações, inspirada nos Atos dos Apóstolos.

O seu legado

María Angustias recebeu do Padre Menni a tarefa de escrever a A Relação sobre as Origens da Congregação. Esta obra constitui, junto com as cartas do Padre Menni, a fonte principal para conhecer a espiritualidade da Congregação. A Relação narra uma experiência unitária, humana, espiritual e carismática, conservando uma estrutura de itinerário progressivo, com a intenção de ser conservada como memória para a Congregação.

María Angustias intitula a Relação: Simples explicação da maravilhosa obra da nossa nascida fundação de Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus. Pretende que sirva de lembrança do que Deus tem feito e, admirando-O, suscite fidelidade e agradecimento.

Sexta, 31 de Julho de 2020